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terça-feira, 29 de março de 2011

QUASE NA HORA

QUASE NA HORA
Uma psicografia

As portas do Centro estavam abertas. As pessoas estavam em um pequeno salão defronte ao Gongá. Não havia silêncio perfeito, aquele que é exigido em sessões como aquela, contudo, o clima era de muito respeito. Esperei o momento de tomar o aparelho para os trabalhos da noite. Ele estava muito cansado e a quantidade de pessoas na fila era um número bem significante. Apiedei-me do rapaz e não permiti que os obsessores, que eram muitos, chegassem mais perto dele, salvo um senhor que falecera queimado em um acidente de caminhão. A instituição que se propôs receber-nos necessita de uma reforma moral para que a nossa presença não seja constantemente confrontada com os espíritos trevosos que escapam sorrateiramente pelos dedos de seus guardiões por causa da corrente mental viciada presente no ambiente mediúnico. Toda e qualquer ação que nos envolva deve ser ancorada na pedra fundamental da caridade e em uma vida evangélica que seja capaz de atrair mais fluido positivo de nossos irmãos afins do espaço. Fiquei muito feliz em encontrar a moça cigana que a muito havia se distanciado de seu aparelho. Nós espíritos prestadores de serviços em favor da pessoa humana não podemos agir fora de um contexto verdadeiramente cristão. Para tanto desenvolvam a leitura dos evangelhos e a prática da oração; liberem o perdão aos seus devedores e o amor, a maior de todas as virtudes. Fazendo assim, vossos olhos verão a grande bondade de Deus que cura tanto o corpo quanto a alma.

Gonzalles di Sanches

Tobias Barreto, 17 de agosto de 2009

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