QUASE NA HORA
Uma psicografia
As portas do Centro estavam abertas. As pessoas estavam em um pequeno salão defronte ao Gongá. Não havia silêncio perfeito, aquele que é exigido em sessões como aquela, contudo, o clima era de muito respeito. Esperei o momento de tomar o aparelho para os trabalhos da noite. Ele estava muito cansado e a quantidade de pessoas na fila era um número bem significante. Apiedei-me do rapaz e não permiti que os obsessores, que eram muitos, chegassem mais perto dele, salvo um senhor que falecera queimado em um acidente de caminhão. A instituição que se propôs receber-nos necessita de uma reforma moral para que a nossa presença não seja constantemente confrontada com os espíritos trevosos que escapam sorrateiramente pelos dedos de seus guardiões por causa da corrente mental viciada presente no ambiente mediúnico. Toda e qualquer ação que nos envolva deve ser ancorada na pedra fundamental da caridade e em uma vida evangélica que seja capaz de atrair mais fluido positivo de nossos irmãos afins do espaço. Fiquei muito feliz em encontrar a moça cigana que a muito havia se distanciado de seu aparelho. Nós espíritos prestadores de serviços em favor da pessoa humana não podemos agir fora de um contexto verdadeiramente cristão. Para tanto desenvolvam a leitura dos evangelhos e a prática da oração; liberem o perdão aos seus devedores e o amor, a maior de todas as virtudes. Fazendo assim, vossos olhos verão a grande bondade de Deus que cura tanto o corpo quanto a alma.
Gonzalles di Sanches
Tobias Barreto, 17 de agosto de 2009
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