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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Manifesto de Alerta ao Povo de santo.


 Sabemos que cada vez mais torna-se crescente o número de casas de axé que migram do perímetro urbano para o perímetro rural. Essas migrações ocorrem por vários motivos, como: O cultivo dos elementais que são necessários no culto aos orixás (ervas, frutas, e folhas diversas), a criação dos animais que serão imolados aos deuses (em casos de casas de candomblé, ou umbanda adepta à ultilização de sacrifício animal), as correntes reclamações de suas respectivas vizinhanças pelo barulho dos atabaques (para as casas que se utilizam de atabaques), pelo contato com a natureza, a qual se torna imprescindível no culto dos orixás pela ultilização de espaços considerados pelo “povo de santo” sagrados, como: As matas e os rios.
Contudo, um dos motivos que incentivam os pais e mães de santo à executarem essas migrações nos chamam atenção; A falta de lugares, em perímetro urbano, para serem despachados os ‘Ebós”, ou “trabalhos”, devido ao desrespeito aos objetos e comidas sacralizadas nos mesmos.
Ex.: Um pai de santo “tal”, que possui sua casa em perímetro urbano, ou seja dentro da cidade, decide “arriar” um Ebó numa encruzilhada próximo à sua casa de axé por falta de um lugar apropriado no perímetro urbano, para a execução de tal tarefa destinada aos filhos dos Orixás. O Ebó, arriado à meia noite, fica na encruzilhada. Ao amanhecer do dia, com o fluxo de pessoas passando por tal encruzilhada, o Ebó, encontra-se pisoteado, e muitas das vezes chutado intencionalmente por pessoas que duvidam de tal fé. Ou seja, um caso típico e corriqueiro de intolerância religiosa.
Os atos de violências ocorrentes no momento em que o denominado “povo de santo” está arriando o Ebó ao chão, também são fatos alarmantes que estão ocorrendo em vários lugares, inclusive na Bahia, de onde vem a base brasileira das religiões de matrizes africanas. Atitudes como essas, devido à falta de informação da sociedade violentam e retaliam o direito de livre arbítrio de cada ser humano de ser o que se é, e exercer sua cidadania quer que seja à luz do dia ou da noite. É de extrema necessidade que elejamos um representante politico-social para nos defender nas plenárias e assembléias, meus caros irmãos. Casos como o do texto abaixo, são de extrema violência e ignorância. Não podemos deixar de lutar para que isso mude! Nessas eleições, para onde foram seus votos? É preciso analisar, discutir, refletir. Daqui à dois anos veremos as eleições para vereador e prefeitos dos estados e municípios em todo Brasil. Será que esse representante, vindo de nossos mais íntimos desejos de mundança, continuará sendo apenas uma sombra? Pense nisso. É tentando as mudanças pequenas que sonharemos em galgar as grandes.
Então, ouvides meus caros irmãos de santo! Isso é um apelo. Um apelo para todo o chamado “povo de santo”. Seja ele do candomblé, seja ele da umbanda. Juntos, somos mais forte! E é apenas juntos que poderemos mudar esssa hostil realidade.

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