O texto fala com simplicidade e coesão, sobre essa diversidade de ritual que permeia a umbanda, mostrando algumas diferenças principais no modo de conduta (práticas ritualisticas) que, devido as publicações já outorgadas e consagradas por nós, umbandistas se tornaram bastante polémicas, como: A utilização de sacrifício animal na ritualística, a utilização de roupas coloridas enquanto outros utilizam roupas brancas na sua liturgia, o uso de contas de louça ou vidro, e assim por diante. Devido a essas diferenças polémicas colocadas em questão, é muito comum surgir o julgamento conciso daqueles que praticam a umbanda de acordo com as leituras outorgadas por nós do meio umbandista. "contas de louça? na umbanda? isso não é umbanda!", ou então, "matança de bicho? são atitudes bárbaras, medievais! isso é coisa de candomblé!" Porém, nós acabamos esquecendo, irmãos de fé, o quão amarga é a luta contra o preconceito contra a religião umbandista na sociedade. O quanto é difícil o reconhecimento de nossa religião enquanto instituição religiosa organizada, com deveres sociais. Observando o modo conciso de julgamento de alguns dentro do meio umbandista, veremos que há sempre aqueles que citam a "sua" umbanda, como uma umbanda melhor do que a de um outro irmão de fé que comunga de algumas dessas práticas citadas acima, como sendo, a sua umbanda a "verdadeira" umbanda. Agora, irmãos queridos, pergunto para vocês, com toda minha humildade e Abiãnismo:" Quem somos nós, na criação imensa de Zamby, para julgarmos que tal umbanda é verdadeira e tal umbanda é falsa?"
Irmãos, somos apenas aprendizes desta umbanda sagrada que oxalá trouxe do cosmos para nos presentear. E quem estava lá, na hora que nosso pai maior desceu do cósmos para trazer nossa querida umbanda? Devido à isso meus queridos irmãos de fé, vamos cada dia tentando aprender a não comungar desse fardo pesado que já dividimos, chamado "preconceito", por conta dos maus olhos da sociedade à nossa umbanda sagrada. Não deixemos irmãos, que esse fardo aumente dentro da nossa própria umbanda, que é um leito de amor e fé para todos nós. Ajudemo-nos irmãos, uns aos outros, à olhar com mais tolerância o culto do irmão ao nosso lado, mesmo que seja diferente do nosso. Pois nenhum ritual de umbanda é melhor do que o outro; são apenas ritos diferentes dos nossos. Olhemos, nesse momento de reflexão para os dedos das nossas humilde mãos; Se olharmos um pouco para nossas mãos irmãos, veremos que nossos dedos são diferentes uns, dos outros, e que assim, convivem harmoniosamente nos ajudando no trabalho e nas outras coisas que necessitamos. tomemos nossas mãos de exemplo para seguir uma caminhada sem preconceitos internos, meus irmãos, E que nosso pai oxalá possa sempre abençoar nossas diferenças, pois ela é que nos tornam belos e singulares. Axé!
Lays,
ResponderEliminarConcordo plenamente com você. A umbanda necessita urgentemente de sentimentos como esse que você colocou em seu texto.
também acho Roosevelt. Acho que precisamos trabalhar a tolerância entre nós, do meio umbandista, pois nós pedimos da sociedade tolerância. Como podemos querer tolerância, se nós não damos tolerância? é uma corrente mútua de respeito que se passa de cidadão para cidadão, e em ao meu humilde ver, essa corrente não pode ser quebrada por qualquer que seja a diferença.
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